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domingo, 13 de novembro de 2011

Meu primeiro amor

Muito me ensinou meu primeiro amor.

Ensinou-me que amar é tarefa para uma vida
E que, mesmo quem ama, não está isento de cometer erros.
Que os erros que cometemos não são imperdoáveis.
E que o desejo do amor e do reconhecimento persistirá, não importa nossa idade.

Ensinou-me que devemos ser gratos para com os presentes da vida.
Corretos e justos com os que passam pelo caminho.
E tolerantes com as surpresas indesejáveis que se apresentam.

Ensinou-me a verdade, mesmo quando ela dói.
A persistir nos sonhos, mesmo quando os sentimos inalcançáveis.
Ensinou-me a ter compaixão e simplicidade.
Ensinou-me que a paciência é uma virtude a ser cultivada nos momentos mais urgentes.

Ensinou-me que o amor se multiplica e se distribui
E que é a maior herança que deixamos, inigualável.
Ensinou a amar meus filhos, a cuidar deles de corpo e alma
E a educá-los, mesmo quando discordei dos métodos adotados.

Ensinou-me a ficar calada quando as palavras não fazem sentido
E a falar, quando o silêncio se faz pesado a nossa volta.
Ensinou-me a rir das bobagens sem importância.
E a chorar, mesmo sob olhares de desaprovação e crítica.

Ensinou-me a andar de bicicleta.
A pregar botões e costurar pequenos defeitos nas roupas.
Ensinou-me a gostar de ler belos livros.
E a cozinhar os pratos que hoje preparo para os meus filhos.

Ensinou-me que um abraço é um recanto para o desespero
E que a distância é cruel, mas grande mestra.
Que a saudade chora a solidão dos pensamentos
E que, para crescermos, temos que contar, às vezes, apenas conosco mesmos.

Meu pai e minha mãe
Mestres e exemplos de muitas aprendizagens de minha vida
Que fizeram de mim grande parte do que sou...
Amo vocês!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

trama

há, em todas as coisas,
uma lógica subjacente
que foge ao nosso entendimento...
a vida é feita por tramas
entrelaçadas
em tão perfeita composição
que não nos cabe buscar, 
dos fatos,
uma razão...

sexta-feira, 11 de março de 2011

sem tempo

Não encontro tempo
Para devanear
Numa vida acelerada.
É como se o tempo, sem morada
Ficasse preso, engarrafado
Na subida da estrada.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bug

Pequeno inseto voando pousou sobre o seu braço e deu-lhe uma ferroada. E o menino chorou. Senti sua dor na medida em que via a pele ao redor da picada ficar vermelha e inchada. Sim, meu filho, doem as ferroadas. Não, não acontece apenas uma vez na vida. Sim, há venenos mais potentes e outros que apenas nos trazem à realidade da vida: encontramos insetos em flores, em belos lugares, em locais que nos parecem protegidos. Olhando de perto, talvez encontremos não insetos, mas um pouco de veneno em nós mesmos.